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O sucessor elétrico da Kombi estará pronto para venda em 2022

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A Kombi é um dos modelos mais icônicos do mundo dos automóveis. Agora, a Volkswagen confirmou que vai criar uma versão elétrica e moderna desse carro tão amado, nomeada I.D. Buzz.

E não estamos falando de um veículo-conceito destinado a desaparecer na névoa do tempo: a fabricante de automóveis anunciou uma data de venda da I.D. Buzz, embora ainda tenhamos que esperar um bom tempo para poder comprá-la, uma vez que só estará disponível em 2022.

Atrativos

A nova “Kombi elétrica” terá cerca de 430 quilômetros de alcance com uma carga de bateria.


A Volkswagen também disse que conseguiria obter cerca de 369 cavalos de potência em seu sistema de motor de tração nas quatro rodas, o que está muito longe dos 25 cavalos originais do modelo.

Mas a graça do carro não será sua velocidade, e sim seus recursos interiores configuráveis.

O assento do motorista pode girar em 360°, permitindo reuniões e partidas de baralho familiares, e as configurações dos assentos traseiros incluem a capacidade de criar um espaço no meio para alongamento, por exemplo. Outro detalhe interessante é que o teto amplo de vidro, aliado aos bancos reclináveis, favorecem a observação de estrelas com conforto.

Ou seja, a nova Kombi elétrica vai ser uma escolha ideal para viagens de carro. [TechCrunch]

‘Oportunidade única em quase cem anos’: como a Nasa se prepara para o eclipse total do Sol

como a Nasa se prepara para o eclipse total do SolEclipse solar será transmitido ao vivo por agência espacial americana


“Vai ser a primeira vez na história da humanidade que teremos tecnologia para observar um eclipse de tantos ângulos.”

A empolgação de Adriana Ocampo, cientista planetária da Nasa (a agência espacial americana), é compartilhada por milhares de pessoas que aguardam, com a mesma expectativa, um fenômeno astronômico de extrema importância: o grande eclipse solar que acontecerá nos Estados Unidos no dia 21 de agosto.

Nessa data, a Lua se interporá entre a Terra e o Sol, tapando-o por completo e criando uma oportunidade única.

Não será apenas a primeira vez em 99 anos que um eclipse solar total cobrirá o território dos Estados Unidos por completo, desde o Pacífico até o Atlântico. A Nasa também vai transmitir, de forma inédita, o evento ao vivo para todo o mundo.

“Vamos usar 11 satélites que estão orbitando em nosso planeta, três deles da Nasa e o resto de outras agências espaciais”, explica Ocampo à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“O eclipse poderá ser observado de diferentes ângulos, inclusive desde a Estação Espacial Internacional. Também vamos reorientar uma nave espacial que orbita a Lua para observá-lo da perspectiva da órbita lunar”, acrescenta.

O fenômeno também será captado por telescópios em terra e por outro acoplado a um Boeing 747 que pertence à Nasa.

“Além disso, 50 balões meteorológicos vão carregar instrumentos que registram não apenas a faixa de luz visível, mas as diferentes faixas do espectro que nos fornecem informações sobre a atmosfera do Sol”, diz a cientista.

EXPERIÊNCIA COMPLETA

O eclipse poderá ser visto de qualquer localidade da América do Norte, mas aqueles que estiverem em uma estreita faixa de cerca de 113 km de largura chamada “Caminho para a Totalidade” vão ver um espetáculo mais grandioso.

Nasa
Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa
Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa

Nesse trecho, que percorre 14 Estados americanos, o céu se escurecerá por completo, a temperatura vai cair e será possível contemplar tanto as estrelas quanto a atmosfera do Sol, conhecida como corona, que é normalmente imperceptível da Terra.

A transmissão ao vivo da Nasa poderá ser vista a partir do site da agência espacial.

2 MINUTOS E 40 SEGUNDOS

Além da América do Norte, o eclipse parcial poderá ser observado em localidades ao norte da América do Sul, África e Europa, segundo assinalou a Nasa –isso inclui trechos do Brasil.

O fenômeno vai começar às 10h16 hora local em Lincoln Beach, no Oregon. Durante cerca de uma hora e meia, a imensa sombra vai se mover em direção ao leste, cruzando também os Estados de Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

O eclipse total terminará perto de Charleston, na Carolina do Sul, às 2h48 hora local.

Mas será em Carbondale, no Illinois, que espectadores vão poder observar a maior duração da sombra –ali o Sol estará completamente coberto por 2 minutos e 40 segundos.

Ocampo recomenda a quem estiver nesse trecho de 113 km que acompanhe o evento pela internet.

“Ao nos distanciarmos desse trecho, por exemplo, no México, veremos o eclipse muito parcialmente, já que a Lua não chegará a tapar completamente o Sol”, afirma.

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Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra
Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra

“Minha recomendação é de que as pessoas acessem o nosso site”, diz.

MISTÉRIOS DO SOL

A Nasa espera que as observações da atmosfera do Sol também ajudem a responder a alguns de seus grandes mistérios.

“Há muitas coisas que ainda desconhecemos”, diz Ocampo.

“O Sol tem um ciclo de manchas solares de 11 anos e realmente não entendemos o que há por trás disso, e por que ocorrem exatamente nessa periodicidade”, afirma.

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Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina
Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina

“Agora, por exemplo, estamos em um período no qual as manchas solares estão diminuindo. Estamos vendo que esses ciclos de atividade de 11 anos também afetam o clima em nosso planeta e outros planetas do Sistema Solar, e queremos entender isso também.”

ÓCULOS DE SOL

A Nasa vem aconselhando ao público tomar precauções para observar o eclipse, como o uso de óculos com filtros especiais. Também não se deve, em nenhuma hipótese, olhar diretamente para o Sol a olho nu ou com câmeras ou binóculos. Isso porque pode haver graves danos à vista.

Além do espetáculo e da ciência, o fenômeno pode ser comovente em outros aspectos, de acordo com Ocampo.

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Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse
Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse

“O eclipse nos lembra de que somos parte de um Sistema Solar, de que vivemos em um lugar dinâmico em um planeta que gira em torno de uma estrela em constante mudança”, diz.

Segundo a cientista, eventos desse tipo trazem aprendizado, mas também muito mais perguntas.

“E graças a essas observações aprenderemos mais sobre o Universo em que vivemos.”

Aceleração eletrizante

aceleração eletrizanteCarro elétrico é recarregado


Não passa de 2% a parcela dos carros elétricos no comércio mundial de veículos novos. Diante da cifra pouco entusiasmante, pode soar prematura a decisão da França e do Reino Unido de banir em 2040 a venda de automóveis com motores de combustão interna.

Com efeito, há grande incerteza nas previsões sobre a evolução desse ramo industrial. As estimativas de analistas do setor para a frota elétrica daqui a 23 anos oscilam de 100 milhões de unidades —nem 6% do total previsto de 1,8 bilhão de carros— a 266 milhões.

O serviço Bloomberg New Energy Finance projeta que 54% dos veículos novos vendidos em 2040 utilizarão baterias como fonte de energia propulsora e não combustíveis fósseis, como gasolina e diesel.

Há dois fatores por trás da recente excitação com os elétricos. Primeiro, a queda de 73%, desde o ano 2000, no custo das baterias de íons de lítio. Depois, os cortes nas emissões de gases do efeito estufa com que os países se comprometeram no Acordo de Paris.

Some-se a isso o sucesso dos bólidos elétricos da montadora Tesla, apesar dos preços salgados. A empresa dos EUA agora lança seu modelo “popular”, o 3, que será comercializado a US$ 35 mil. Nada menos que 400 mil consumidores pagaram para reservar um.

Existem boas razões, assim, para acreditar na aceleração do mercado para esses veículos inovadores. Além de não poluir a atmosfera nem contribuir diretamente para o aquecimento global, eles têm custo menor de manutenção e já chegam às ruas e estradas com sistemas avançados de autopilotagem.

Tudo indica que a tecnologia baseada em combustão interna se destina ao ferro-velho. A demanda por petróleo também sofrerá, embora a eletricidade para recarregar as baterias continue a ser fornecida, em várias partes, por usinas movidas a combustíveis fósseis.

Contudo, a queda nos preços das baterias (preveem-se outros 50% de redução nos próximos anos) segue ritmo comparável à dos painéis solares, que geram energia sem agravar o efeito estufa. São revoluções tecnológicas convergentes.

Tal cenário já conduziu as grandes montadoras de automóveis a rever seus planos e a se preparar para impedir a Tesla de dominar o mercado. A sueca Volvo, por exemplo, anunciou que em 2019 só produzirá carros elétricos ou híbridos.

Os governos de países como França e Reino Unido vislumbram aí uma ajuda para cumprir suas metas de Paris e dão incentivos fiscais para acelerar a transição. Não o Brasil, ainda carente de política para tal modalidade de veículo.

 

FONTE: Folha de São Paulo

7 tendências globais em energia renovável para ficar de olho

Queda nos custos de eólica e solar pavimentam caminho para um futuro de geração mais limpa, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance

Painéis Fotovoltaicos são tendência para o futuro
Painéis Fotovoltaicos são tendência para o futuro’

São Paulo – As energias renováveis deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração até 2040. É o que prevê a edição 2017 do relatório New Energy Outlook (NEO), produzido anualmente pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Apesar da altas cifras, o estudo calcula que seria preciso investir muito mais em tecnologias verdes para reduzir as emissões de gases efeito estufa na atmosfera e evitar mudanças climáticas perigosas na Terra. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o Planeta na trajetória segura.

Ainda assim, muitas tendências prometem sacudir o tabuleiro energético mundial nos próximos anos, segundo o estudo da BNEF.

Boom da energia solar e eólica

Segundo o relatório, as fontes eólica e solar representarão 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os 5% atuais. Mais US$ 7,4 trilhões deverão ser investidos em novas usinas de energia renovável, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo. A energia solar levará US$ 2,8 trilhões e a eólica receberá US$ 3,3 trilhões.

Painéis fotovoltaicos ganharão mais mercado

O custo da energia solar de painéis fotovoltaicos, que hoje é um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje, pelos cálculos da Bnef. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia.

Os custos de energia eólica cairão rapidamente

Os custos da energia eólica em alto mar (offshore) cairão impressionantes 71% até 2040, puxados pela competição, risco reduzido e economia de escala resultantes de projetos e turbinas cada vez maiores. O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, graças a turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

Baterias e sistemas de armazenamento serão essenciais

Os analistas da Bnef estimam que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará investimentos de pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040. As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico. As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040.

Veículos elétricos aumentarão demanda por novas fontes

De acordo com a Bnef, os carros elétricos aumentarão a demanda por novas fontes de energia para equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da demanda por eletricidade até 2040. E mais: o crescimento desses veículos reduzirá o custo das baterias de íon de lítio, provocando uma queda de 73% até 2030.

Geração de energia com carvão colapsará na Europa e nos EUA

A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e maior uso de gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040. Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. A Globalmente, a demanda por carvão para geração de energia deve diminuir 15% entre 2016 e 2040, segundo a Bnef.

Emissões do setor de energia atingirão pico em 2026

As emissões de CO2 pelo setor energético aumentarão em um décimo antes de atingir o pico dentro de 10 anos. Apesar disso, até 2040, as emissões terão caído apenas 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar um aumento da temperatura global acima de 2°C até o final do século. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o planeta na trajetória segura.

 

Fonte: EXAME

Telhas solares fotovoltaicas uma aposta no futuro

Telhas Solares Fotovoltaicas
Telhas Solares Fotovoltaicas

Em tempos que a energia elétrica é medida a base de ouro, novos conceitos são implementados e desenvolvidos para suprir a demanda deste recurso elétrico. Muitas empresas e consumidores já estão atentos às principais inovações tecnológicas do setor energético para possivelmente instalar estas novidades em seus lares e organizações.

Além dos avanços e expansão de painéis solares em sistemas fotovoltaicos e térmicos, a geração de energias limpas e inesgotáveis ganhou mais um aliado na eficiência de sustentabilidade do processo de renováveis, as telhas solares geram energia e ainda agradam os consumidores que prezam pelo estilo arquitetônico de suas casas ou empresas.

No ano de 2009 apresentámos uma notícia do projeto “Solar Tiles” da Universidade do Minho e da universidade Nova de Lisboa que na altura foi considerado como um dos mais inovadores projetos na área da energia solar a nível mundial, no qual se explorava a hipótese do aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas.

Hoje em dia as telhas solares fotovoltaicas são já uma realidade que suscitam cada vez mais o interesse dos consumidores particulares que solicitam informações sobre esta e ainda nova tecnologia.

As telhas fotovoltaicas poderão ser mesmo o futuro com a possibilidade de tornar independentes da rede elétrica os proprietários de moradias, que conseguirão produzir eletricidade através do aproveitamento da energia solar fotovoltaica de forma fácil, sendo que muitas vezes esta tecnologia de telhas fotovoltaicas poderá já vir pré instalada no momento de aquisição de uma nova casa.

O que são as Telhas Fotovoltaicas

Uma aposta interessante são as telhas sustentáveis ou telhas fotovoltaicas, parecidas com os modelos convencionais, as telhas integram mini painéis solares embutidos em seu interior, á diversas formas e modelos hoje em dia no mercado, a maioria delas é feita de cerâmica e possuí 4 células fotovoltaicas, a instalação acontece embaixo do telhado até o conversor, uma inovação do setor energético que está ganhando destaque internacional e promovendo a sustentabilidade.

Com a instalação dessas telhas solares em uma área de 45m², a geração de energia alcançaria cerca de 3kw e supriria a demanda energética de uma casa, a colocação dessas telhas fotovoltaicas é realizada como de costume, são telhas comuns, como as outras vendidas no mercado, mas com o potencial de gerar energia limpa e sustentável para todos os consumidores.

Painéis solares ultrapassados

Os painéis solares também continuam agradando os consumidores e organizações, mas como as placas são consideradas grandes, pesadas e não atendem os aspectos estéticos dos telhados, o público tem certa rejeição para com este modelo, então as vendas e o deslanche do setor energético está estagnado, não somente pelo valor da instalação dos painéis solares, mas a aparência deste sistema também não está agradando os consumidores.

Empresas fabricantes de Telhas Fotovoltaicas

Duas grandes empresas italianas se uniram para desenvolver as telhas fotovoltaicas, a Area Industrie Ceramiche e a REM, denominaram o novo produto como Tegola Solare o modelo já conquistou toda a Europa, cidades como Veneza obtém diversas telhas solares em seus telhados, a Espanha e Portugal também começaram a instalação das telhas em algumas cidades, um avanço significativo em prol da sustentabilidade.

Outra gigante do segmento de renováveis a empresa americana SRS Energy, também lançou no mercado uma telha fotovoltaica, a Solé como foi intitulada é feita de um polímero de alta performance, possui uma cor azul escuro, é inquebrável, leve e reciclável. O produto em questão foi desenvolvido para ser compatível apenas com as telhas de cerâmica da fabricante E.U.Tile, uma parceira da empresa SRS Energy.

Já no Brasil para esta novidade ganhar o mercado e atingir os consumidores, o governo necessita diversificar mais a matriz energética no país, promover maiores subsídios para as energias renováveis principalmente no setor solar, atraindo então mais investidores capazes de implementar essas fabricações de telhas fotovoltaicas em território nacional.

Cada avanço no setor energético é importante para gerar mais sustentabilidade e colaborar com as energias renováveis, temos que apostar nessas inovações para contribuir com o nosso meio ambiente.

Fonte: Portal-Energia

Informações para a montagem dos sistemas de energia Solar Fotovoltaica

Instalação de painéis de energia solar
Instalação de painéis de energia solar

Podem ser instalados interligados em série ou paralelo, obedecendo à Lei de Ohm, ou seja, quando interligados dois ou mais unidades em paralelo ( pólo positivo com pólo positivo e negativo com negativo) a tensão não se altera, mas a corrente é somada.

Quando interligados em série (une-se o pólo positivo de um painel ao pólo negativo do outro e toma-se o pólo negativo de um e o pólo positivo do outro para a saída) a tensão se multiplica e a corrente permanece inalterada.

Pode-se também conjugar uma instalação com painéis ligados em série e paralelo para atingir valores de tensão e corrente compatíveis com a aplicação desejada.

Quando há a instalação de conjuntos de painéis ou painéis com capacidades diferentes, é imprescindível a instalação de diodos para protecção e equalização da carga.

Escolha locais onde não haja sombreamento e o mais próximos do local de consumo. Os painéis podem ser fixados em telhados, lajes, postes, etc…e preferencialmente utilizando de suportes específicos para isso.

Instalação de Painel Fotovoltaico
Instalação de Painel Fotovoltaico

Sua posição e inclinação no nosso hemisfério deve ser voltado para o Sul e a 25º a 30º. Não é recomendável inclinações abaixo de 15º para não permitir o acumular de sujidade.

O cálculo de inclinação é:

Inclinação = Latitude + (Latitude/3)

A precisão não é rigorosa, portanto pode ser ajustado por aproximação. Cuidados devem ser tomados quanto à fixação, levando-se em conta a acção dos ventos e tempestades.

Para não ocorrer danos tanto ao painel quanto aos equipamentos, recomendamos que os painéis estejam cobertos com lona ou plástico preto durante a instalação.

Sistemas simples com poucos painéis não geram corrente ou tensão suficientes para causar choque à pessoa, porém sistemas maiores e mais complexos devem ser instalados por pessoal habilitado e com utilização de toda a segurança necessária sob risco de choques e danos à saúde.

Controladores de Carga

Recomenda-se a instalação do(s) controlador(es) o mais próximo possível das baterias, para não provocar perda na cablagem e em local à sombra e ventilado.

Os controladores fazem a compensação de carga conforme a temperatura do ambiente e se colocados ao sol podem provocar leituras irreais do sistema.

Cuidado deve ser tomado com a ligação dos pólos negativo e positivo, para não queimar o fusível de protecção. Os painéis e controladores possuem diodos e componentes de protecção ao circuito, todavia os outros equipamentos conectados podem não ter e estarão sujeitos a danos.

Cablagem e Ligações para o sistema solar

Utilize somente cabos de qualidade comprovada e dentro das normas.
Cabos de baixa qualidade ou fora de especificação irá comprometer o rendimento do sistema, provocando perda de energia, aquecimento e mau contacto.

Para os sistemas autónomos e para uma dada potência, uma tensão baixa implica correntes elevadas que irão produzir perdas de Joule na cablagem (para um aparelho de 100W a 12 V, tem-se uma corrente de cerca de 8 A). A secção dos cabos deverá ser escolhida criteriosamente por forma a limitar estas perdas.

Para sistemas de maior potência, deverá escolher-se 24 ou 48 V, de forma a trabalhar com valores de corrente não muito elevados.

A tabela seguinte apresenta o valor das tensões em função da potência, recomendados para sistemas fotovoltaicos.

Potência Vs Tensão do sistema fotovoltaico

0-500 W c – 12VDC
500-2 kW c – 24 VDC
2-10 kW c – 48 VDC
> 10 kW c – 48 VDC

 

Fonte: Portal-Energia

Ônibus abastecido por energia solar roda mais de 10 mil km em Florianópolis

Projeto foi desenvolvido Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC em parceria com a fabricante de São Bernardo do Campo, Eletra, responsável também pelo projeto de integração dos equipamentos. 

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Circulando desde o dia 20 de dezembro 2016, o primeiro ônibus 100% elétrico movido a energia solar superou, em abril, a marca de 10 mil quilômetros.

O veículo começou a operar em Santa Catarina no trajeto de 25,3 quilômetros entre dois campus da UFSC, no Sapiens Parque, em Canasvieiras, no norte da ilha, e o Campus Central. O veículo realiza diariamente cinco viagens e é totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do laboratório Fotovoltaica UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.

O projeto foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC em parceria com a fabricante de São Bernardo do Campo, Eletra, responsável também pelo projeto de integração dos equipamentos. O ônibus tem carroceria Marcopolo Torino Low Entry, os motores elétricos são da WEG e o chassi é um Mercedes-Benz O-500U Elétrico.

O ônibus envolve o conceito de “deslocamento produtivo”, em que a geração de energia elétrica é realizada por intermédio de módulos solares fotovoltaicos integrados.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação -MCTI financiou a iniciativa que custou cerca de R$ 1 milhão.

DIFERENCIAIS:

Os grandes diferenciais do ônibus elétrico estão na alimentação por energia fotovoltaica e no sistema de tração Eletra. Com potência de 200/400 kW e autonomia de até 200 quilômetros, ele faz quatro recargas de seis minutos.

O projeto de integração e tecnologia possui baterias de tração tipo Ions de Lítio – energia de 128kWh com oito “Packs” e tempo de recarga de 2,5h com carregador lento e apenas 30 minutos com carregador rápido.

A eletricidade gerada no laboratório pelos sistemas fotovoltaicos instalados atende não só ao consumo das recargas do ônibus, como abastece os prédios da instalação, o que consome cerca de 80% da eletricidade gerada.

A energia que restante, cerca de 20%, é consumida no campus central da UFSC.

APP:

Um aplicativo ainda em fase de desenvolvimento vai permitir à comunidade acadêmica da UFSC reservar assentos no ônibus por meio do telefone celular. O modelo é semelhante ao check-in para um voo comercial.

Após o lançamento do aplicativo, o serviço será oferecido com horários regulares a todos os estudantes, docentes e técnico-administrativos em Educação da Universidade.

Fonte: Diário do Transporte

Nova tecnologia reduz custo de geração de eletricidade a partir da energia das ondas

Tecnologia Maremotriz da Eco Wave Power
Tecnologia Maremotriz da Eco Wave Power

A ATME Eco Solutions, empresa especializada em eficiência energética e recursos hídricos, está trazendo para o Brasil uma tecnologia para produzir eletricidade a partir da energia das ondas do mar, a um preço inferior em relação a geração por outras fontes de energias renováveis, como eólica e solar.

O princípio desta nova tecnologia é um conversor de energia criado pela Eco Wave Power (EWP), de Israel. Projetado para ser simples e robusto, o equipamento oferece vantagens técnicas, quando comparados a sistemas concorrentes, entre outras razões, por utilizar materiais de baixo custo, despesas reduzidas com manutenção e expectativa de longa durabilidade.

Ainda ausente da matriz energética brasileira, a energia das ondas, ou maremotriz, pode gerar eletricidade a partir da energia cinética produzida pelo movimento das águas ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa.

Estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts) para produção deste tipo de energia no Brasil.

Teoricamente é possível extrair até 40 MW de potência por quilómetro de litoral onde há ondas suaves, de um metro de altura, e até 1.000 MW onde as ondas chegam a 5 metros de altura. Ao contrário da energia eólica e da solar, que podem ser interrompidas por causa dos ciclos do vento ou do sol, a maremotriz é gerada ininterruptamente e proporciona maior estabilidade.

O primeiro projeto de energia maremotriz no mundo foi a barragem La Rance na França, há 50 anos. Desde então, outros projetos foram implantados com a preocupação de superar desafios como reduzir o custo de investimento, o impacto ambiental e os riscos para a navegação.

Na corrida por melhorias, o último avanço foi a tecnologia da EWP, que agora está disponível no Brasil através da ATME Eco Solutions. “Esta tecnologia que estamos trazendo representa um marco na geração energética pelas  ondas porque apresenta soluções sustentáveis, por preços acessíveis, para todos os pontos que eram considerados críticos na geração desse tipo de energia, afirma Avi Meizler, presidente da ATME Eco Solutions.

Um exemplo de ponto crítico é o funcionamento de equipamentos mar adentro liberando óleo e outros resíduos que poluem as águas. No caso da nova tecnologia este risco não existe porque tanques de óleo e equipamentos hidropneumáticos são instalados em terra firme, com total segurança. Desta forma, além de reduzir o impacto ambiental causam menos interferência na navegação.

Como funciona a Tecnologia de produção de eletricidade

Conversores extraem energia por meio de flutuadores exclusivamente projetados pela EWP, o “Wave Clapper” e o “Power Wing” , que sobem e descem acompanhando a movimentação das ondas e movimentando cilindros hidráulicos de alta pressão, que por sua vez acionam uma bobina elétrica.

Os flutuadores são presos por braços robustos para qualquer tipo de estrutura, tais como, (mas não se limitando a) quebra-mares, ancoradouros, mastros e plataformas fixas ou flutuantes. Uma das grandes vantagens deste sistema é que apenas os flutuadores e pistões ficam localizados na água e os demais equipamentos técnicos operam em terra, melhorando a e facilitando acesso para manutenção e reparos.

Comparação de custo de instalação

Comparação do custo de instalação da tecnologia da EWP com outras tecnologias
Comparação do custo de instalação da tecnologia da EWP com outras tecnologias

* De acordo com a altura das ondas, e não incluindo instalação e ligação à rede Flutuador Tipo Wave Clapper

Fonte: Portal Energia

Vantagens e desvantagens do sistema seguidor solar fotovoltaico

Sistema Seguidor Solar Fotovoltaico
Sistema Seguidor Solar Fotovoltaico

Um seguidor solar fotovoltaico ou também denominado de rastreador solar é um dispositivo que orienta um sistema de células fotovoltaicas (painel solar) em direção da luz solar de com a finalidade de aumentar a capacidade de captura dos raios solares.

Por outras palavras, um seguidor ou rastreador solar não faz mais do que diminuir o ângulo de incidência entre os raios solares e a matriz do painel solar, aumentando desta forma a eficiência da captura de energia solar. Ele altera por várias vezes a posição dos seus painéis solares durante o período do dia.

Um painel solar consegue captar a luz solar quer em céu aberto ou mesmo nublado, mas implementando a esse sistema um seguidor solar é possível aumentar a percentagem de captação de radiação solar direta conseguindo assim um aumento exponencial da produção de energia solar.

Vantagens dos seguidores solares fotovoltaicos

Falando de uma forma muito generalizada, comparando com um sistema solar fixo um sistema de seguimento solar consegue aumentar a captação de luz solar em cerca de 50% na época de verão e em cerca de 20% na época do inverno, no entanto estes valores podem ser diferentes tendo em conta a geolocalização do sistema.

Esta conclusão é facilmente percebida pelo que já foi dito porque com um seguidor solar o painel vai conseguir ter mais tempo de luz solar direta na sua matriz e como consequência um aumento de produção de energia solar. Veja o gráfico para perceber melhor:

Gráfico de Captura de Energia Solar por Sistema Seguidor
Gráfico de Captura de Energia Solar por Sistema Seguidor

Uma outra vantagem deste tipo de sistemas é o facto de ser necessário menos espaço para gerar a mesma quantidade de energia. Tendo em conta que um sistema com seguidor solar consegue ter um aumento de captação solar na ordem dos 20% a 50% em comparação com os sistemas fixos, então, por dedução lógica um sistema com seguidor solar vai necessitar de menos painéis solares do que um sistema fixo sem seguidor solar, e por consequência, vai necessitar de menos espaço de instalação.

Outra vantagem muito importante é o facto de um sistema com seguidor solar conseguir entregar a potencia de forma mais uniforme. Isso pode ser visualizado no gráfico em que a curva do sistema fixo tem uma subida, um pico e uma descida ao contrario da curva do sistema com seguidor solar que é mais constante no período de tempo.

Desvantagens dos seguidores solares fotovoltaicos

Existem também algumas desvantagens nestes sistemas e a primeira que nos deparamos é logo no preço, pois estes sistemas ainda são um pouco caros devido à complexidade da tecnologia envolvida.

A sua instalação também vai requerer mais mão de obra e tempo aumentando como consequência os custos.

E por último temos de ter em conta a manutenção adicional exigida por este tipo de sistema que de igual forma ao enumerado acima a desvantagem é o custo adicional na manutenção.

Fonte: Portal Energia

Energia Solar Passiva. O que é?

Existem duas formas de aproveitar a energia solar: A passiva; e a ativa.

As duas se diferem pela forma como são obtidas e tratadas. Na ativa, há um processo de transformação, por meio de equipamentos específicos que capturam, transformam e armazenam – aqui estão inclusos painéis fotovoltaicos, painéis térmicos e assim por diante – o  que viabiliza seu uso como fonte de energia elétrica, ou térmica. Na passiva, existe todo um conceito arquitetônico que permite a captura – entende-se passiva, como processo de aproveitamento sem a necessidade de equipamentos para essa finalidade – da energia solar e seu uso na iluminação e aquecimento de ambientes.

Um fator importante no desenho de edifícios para o uso de energia solar passiva aspecto é saber como gerenciar o fluxo de correntes de ar no interior do edifício para capturar o calor no inverno e dissipar no verão. Como pode ser observado na imagem a seguir:

Energia Solar Passiva
Energia Solar Passiva

A escolha por elaborar projetos de construções que aproveitam a energia do sol de forma passiva pode reduzir custos significativos a médio e longo prazo, mas, cabe compreender que independente de qual o meio usado para obtenção e uso da energia solar para fins práticos, optar por utilizar fontes de energias limpas é sempre positivo, e contribui para a redução de emissão de poluentes.

Fonte: Energia Solar