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Fundo Darby busca ativos de energia renovável no Brasil

O fundo de private equity montou uma joint venture com a geradora brasileira Servtec e avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos

Energia renovável: no futuro, as empresas pretendem participar de licitações para novas usinas (anyaivanova/Thinkstock)
Energia renovável: no futuro, as empresas pretendem participar de licitações para novas usinas (anyaivanova/Thinkstock)

São Paulo – O fundo norte-americano de private equity Darby, da Franklin Templeton Investments, associou-se à geradora brasileira Servtec para buscar oportunidades em energia renovável no Brasil, principalmente ativos eólicos e solares, disse à Reuters o presidente da Servtec.

As empresas montaram uma joint venture e agora avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos, principalmente devido à incerteza que ainda existe em torno da realização de novos leilões para contratar novas usinas de energia no Brasil em meio à recessão, que impactou a demanda por eletricidade.

“Estamos junto com a Darby buscando oportunidades de investimento em projetos eólicos e solares, pequenas hidrelétricas e biomassa, mas eu diria que com foco maior em eólica e solar… existem alguns projetos já operacionais que são bem atrativos”, disse à Reuters o CEO da Servtec, Pedro Fiuza.

Ele afirmou que as empresas têm olhado tanto ativos de grande porte quanto usinas menores, e que a crise política do Brasil incomoda, mas não irá frear os planos de expansão.

“O momento que o Brasil vem vivendo, a gente tem que ser cauteloso… mas, dito isso, a gente consegue ser bem competitivo… não posso precisar exatamente, mas ao longo dos próximos dois, três anos, vamos estar fazendo investimentos superiores a 1 bilhão de reais”, apontou.

Ele disse que a ideia é unir a capacidade financeira da Darby e seu relacionamento com investidores institucionais internacionais à expertise técnica da Servtec, que já implementou cerca de 850 megawatts em projetos de geração de energia no Brasil.

“A gente tem uma capacidade de ser bem competitivo nas ofertas de compra, de competir com os grandes consolidadores do mercado”, garantiu.

Fiuza disse ainda que Servtec e Darby poderão agregar novos parceiros nas aquisições que forem ser realizadas, que seriam principalmente investidores institucionais, como fundos.

“Já temos uma porção desses investidores mapeados, e conversamos caso a caso, a cada transação, para estruturar… os estrangeiros têm um apetite diferenciado por esse tipo de geração, renovável”, afirmou.

A primeira aquisição da joint venture entre as empresas pode ser anunciada ainda neste ano, segundo Fiuza, que afirmou que há negociações em andamento.

No futuro, as empresas pretendem também participar de licitações do governo para novas usinas de energia.

A Servtec possui cerca de 600 megawatts em projetos eólicos prontos para serem inscritos em leilões e outros 600 megawatts em desenvolvimento.

“Quando o mercado voltar a ficar mais favorável, a gente vai estar participando”, disse.

O mercado de energia renovável no Brasil tem atraído investidores internacionais apesar da crise no país.

Na semana passada, a francesa EDF comprou uma fatia majoritária em uma usina solar no país. Em maio, a gestora britânica Actis anunciou a aquisição de parques eólicos para criar uma nova empresa no Brasil, a EchoEnergia.

 

Fonte: EXAME

Recorde de renováveis ainda não dá conta do desafio climático

Apesar do crescimento, a transição energética não está acontecendo rápido o suficiente para atingir as metas do Acordo de Paris

Poluição saindo de uma fábrica ao fundo de uma turbina eólica. (Christopher Furlong/Getty Images)
Poluição saindo de uma fábrica ao fundo de uma turbina eólica. (Christopher Furlong/Getty Images)

São Paulo – As fontes renováveis estão mudando o tabuleiro energético mundial. O ano de 2016 foi recorde: a capacidade de geração a partir das energias renováveis registrou o maior aumento da história, com 161 gigawatts (GW) instalados, um aumento de 9% em relação a 2015, levando a capacidade global total para aproximadamente 2.017 GW.

A energia solar fotovoltaica contribuiu com cerca de 47% da capacidade adicional no ano passado, seguida pela energia eólica com 34% e pela energia hidroelétrica com 15,5%.

Os dados são da edição 2017 do estudo REN21 Renewable Energy Global Status Report, relatório de referência para o setor lançado neste mês, que fornece o panorama anual mais abrangente da situação desse mercado no mundo.

Segundo o estudo, as emissões globais de CO2 relacionadas com o setor energético provenientes dos combustíveis fósseis e da indústria permaneceram estáveis pelo terceiro ano consecutivo, apesar do crescimento de 3% na economia mundial e da procura crescente por energia.

Os analistas atribuem esse processo principalmente ao declínio do carvão, mas também ao crescimento da capacidade de energia renovável e das melhorias na eficiência energética.

Ritmo insuficiente

Apesar da tendência positiva, a transição energética não está acontecendo rápido o suficiente para atingir as metas do Acordo de Paris e,  com a saída dos Estados Unidos do pacto, as perspectivas para o setor preocupam.

No ano passado, os investimentos em novas instalações de energia renovável caíram 23% face a 2015. A maior baixa foi sentida nos mercados em desenvolvimento e emergentes, onde o investimento em energia renovável caiu 30%, para 116 bilhões de dólares.

Nos países desenvolvidos, o investimento em novas instalações caiu 14% para 125 bilhões de dólares. O investimento continua a ser fortemente focado nas energias eólica e solar fotovoltaica, no entanto, o estudo defende que todas as tecnologias de energia renovável precisam ser utilizadas para manter oaquecimento global abaixo dos 2ºC até o fim do século.

Segundo o relatório, é preciso maior compromisso dos setores de transportes, aquecimento e refrigeração, que ainda dependem, em muito, de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.

Um entrave são os subsídios às fontes poluentes, que continuam a superar dramaticamente os das tecnologias renováveis, ao lado dos subsídios à energia nuclear.

No final de 2016, mais de 50 países comprometeram-se a eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, e algumas reformas ocorreram, mas não o suficiente para dar conta do desafio climático.

 

Fonte: EXAME

Primeiros geradores de energia eólica de SP já estão operando

Os dois geradores estão instalados dentro da área pertencente a Usina Engenheiro Sérgio Motta, conhecida também como Porto Primavera

Torres de Energia Eólica
Torres de Energia Eólica

Os dois primeiros geradores de energia eólica do estado de São Paulo foram colocados em operação no dia 09 de Junho no município de Rosana (SP), região de Presidente Prudente (distante 58 quilômetros da capital paulista).

Eles estão instalados dentro da área pertencente a Usina Engenheiro Sérgio Motta, conhecida também como Porto Primavera.

Em um primeiro momento, serão feitos testes elétricos e mecânicos, que devem durar cerca de 20 dias.

Quando em funcionamento, os equipamentos vão produzir aproximadamente 620 megawatts-hora (MWh) por ano, energia que será utilizada no consumo interno da usina Porto Primavera.

“A implantação de centrais fotovoltaicas e eólicas junto a usinas hidrelétricas existentes apresenta vantagens devido ao espaço físico e infraestrutura de transmissão no local, o que pode propiciar uma redução significativa no custo da energia gerada”, disse o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior.

Os geradores eólicos fazem parte de um programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pretende estudar a complementaridade energética das fontes solar, eólica e hidráulica.

As torres, que têm 30 metros de altura e pás de 10 metros de comprimento, foram desenvolvidas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com o apoio da Secretaria Estadual de Energia e Mineração.

O projeto de uso complementar das energias solar e eólica à energia hidrelétrica tem sua conclusão prevista para agosto de 2018 a um custo estimado de R$ 31 milhões.

Também na área de Porto Primavera, desde o final de 2016, já está em operação a primeira usina fotovoltaica do Brasil a utilizar a tecnologia de placas flexíveis e rígidas em sistema flutuante.

 

Fonte: EXAME

 

Carvão perde trono com incentivo da China a energia mais limpa

O maior consumidor de energia do mundo caminha rumo ao fim de uma era depois de queimar a menor quantidade de carvão em seis anos

China reduz o consumo de carvão nos últimos 6 anos
China reduz o consumo de carvão nos últimos 6 anos

Londres – O domínio da China nos mercados de energia — há tempos motor do aumento do consumo de combustível fóssil e da crescente poluição por carbono — agora está levando o planeta a uma direção mais limpa.

O maior consumidor de energia do mundo caminha rumo ao fim de uma era depois de queimar a menor quantidade de carvão em seis anos, de se tornar o produtor número um de energias renováveis e até de reduzir as emissões de gases causadores do aquecimento climático, segundo dados da BP.

“A China é muito importante para o mercado de energia”, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS Group. “Há um objetivo de se afastar do consumo de carvão e optar por fontes de energia mais limpas.”

A China desenvolveu um apetite voraz por energia desde a virada do século porque sua economia em expansão queimava grandes quantidades de combustíveis fósseis para manter as fábricas funcionando e os carros rodando.

Nesse processo o país ajudou a aumentar os preços do petróleo, do gás natural e do carvão e também se tornou o maior emissor de dióxido de carbono, gás causador do efeito estufa.

Cerca de uma em cada cinco pessoas mora na China e devido à sua classe média crescente o país está usando mais energia do que nunca, mas os padrões de consumo estão mudando.

O dinheiro está sendo investido em energia mais limpa e o carvão é desencorajado na luta para melhorar a qualidade do ar em algumas das cidades mais poluídas do mundo.

A economia do gigante asiático também está avançando em direção aos serviços, que são menos intensivos em energia do que a fabricação pesada.

Os números são impressionantes. A China ainda respondia por cerca de metade do carvão queimado no mundo no ano passado, mas o consumo do combustível caiu 1,6 por cento, segundo o relatório anual Statistical Review of World Energy da BP.

O resultado contrasta com a expansão média anual de 3,7 por cento nos 11 anos anteriores. As mudanças na política governamental resultaram em uma queda de 7,9 por cento na produção do combustível, contra um ganho médio de 3,9 por cento na década anterior.

Ao mesmo tempo, o país dominou as energias renováveis, respondendo por 40 por cento do crescimento global e superando os EUA como maior produtor de energia limpa, mostram dados da BP.

A capacidade solar instalada do país cresceu 79 por cento no ano passado, para 78 gigawatts, e a eólica se expandiu em 15 por cento, para 149 gigawatts.

“A fome chinesa por energia está sendo temperada por decisões em direção a uma via de crescimento mais sustentável e a uma rápida expansão das energias renováveis”, disse Jonathan Marshall, analista da Energy and Climate Intelligence Unit, com sede em Londres, por e-mail. Essas tendências geram “mais problemas para o carvão nos próximos anos”.

Devido ao crescimento industrial mais lento, o consumo de combustíveis destilados médios pela China, categoria que inclui o diesel, caiu no ano passado pela primeira vez em pelo menos uma década, mostram dados da BP.

Fonte: EXAME

Governo do Piauí discute com instituições a criação de Núcleo de Energia Solar

Painel Solar Fotovoltaico
Painel Solar Fotovoltaico

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí (Fapepi) iniciaram conversa sobre a elaboração de projetos voltados ao desenvolvimento de energia solar no Piauí. O primeiro contato formal entre as partes para tratar do assunto na última semana, em reunião realizada na Reitoria da Uespi (Campus Torquato Neto), onde estiveram presentes o reitor da instituição, Nouga Cardoso; a vice-reitora da IES, Bárbara Melo; e o diretor científico da Fapepi e representante do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Energia Solar do Piauí (Gipes), Albemerc Moura.

Atendendo solicitação do governador Wellington Dias, as instituições passarão a trabalhar em conjunto durante produção e execução de projetos de pesquisa e extensão visando colaborar com o atual cenário de consolidação do uso da energia solar, assim como de outras energias renováveis no estado do Piauí. A capacitação de alunos para atuação no campo da energia solar, e posteriormente em energia eólicas e outras, também é um dos objetivos.

“A minha missão é colaborar com a criação de um grupo na Uespi, com o apoio do Gipes para desenvolvermos uma ação institucional visando não só o desenvolvimento de pesquisa e extensão na área de solar, mas também de outras energias renováveis. Dentro desse programa, apresentaremos uma proposta de uso de energia solar na Uespi, primeiramente no Campus Torquato Neto, para a redução nos custos com energia elétrica do prédio e de formação de mão de obra para essas áreas”, disse Albemerc.

Nouga destacou que será criada uma comissão de professores de diversas áreas que começará a estudar e definir propostas de ações que possam vir a colaborar com o projeto. “Para essa parceira, vamos pensar em formatar também um edital que contemple professores de diversas áreas. Assim, trabalhamos dentro de uma política multidisciplinar, que fomentem pesquisas de diversos aspectos para o desenvolvimento de energias renováveis no estado do Piauí”, afirmou o reitor.

Os próximos passos serão dados no sentido de agilizar o texto dos projetos e a discussão sobre o levantamento de recursos junto ao Governo do Estado e empresas privadas.

Fonte: Ambiente e Energia

Telhas solares fotovoltaicas uma aposta no futuro

Telhas Solares Fotovoltaicas
Telhas Solares Fotovoltaicas

Em tempos que a energia elétrica é medida a base de ouro, novos conceitos são implementados e desenvolvidos para suprir a demanda deste recurso elétrico. Muitas empresas e consumidores já estão atentos às principais inovações tecnológicas do setor energético para possivelmente instalar estas novidades em seus lares e organizações.

Além dos avanços e expansão de painéis solares em sistemas fotovoltaicos e térmicos, a geração de energias limpas e inesgotáveis ganhou mais um aliado na eficiência de sustentabilidade do processo de renováveis, as telhas solares geram energia e ainda agradam os consumidores que prezam pelo estilo arquitetônico de suas casas ou empresas.

No ano de 2009 apresentámos uma notícia do projeto “Solar Tiles” da Universidade do Minho e da universidade Nova de Lisboa que na altura foi considerado como um dos mais inovadores projetos na área da energia solar a nível mundial, no qual se explorava a hipótese do aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas.

Hoje em dia as telhas solares fotovoltaicas são já uma realidade que suscitam cada vez mais o interesse dos consumidores particulares que solicitam informações sobre esta e ainda nova tecnologia.

As telhas fotovoltaicas poderão ser mesmo o futuro com a possibilidade de tornar independentes da rede elétrica os proprietários de moradias, que conseguirão produzir eletricidade através do aproveitamento da energia solar fotovoltaica de forma fácil, sendo que muitas vezes esta tecnologia de telhas fotovoltaicas poderá já vir pré instalada no momento de aquisição de uma nova casa.

O que são as Telhas Fotovoltaicas

Uma aposta interessante são as telhas sustentáveis ou telhas fotovoltaicas, parecidas com os modelos convencionais, as telhas integram mini painéis solares embutidos em seu interior, á diversas formas e modelos hoje em dia no mercado, a maioria delas é feita de cerâmica e possuí 4 células fotovoltaicas, a instalação acontece embaixo do telhado até o conversor, uma inovação do setor energético que está ganhando destaque internacional e promovendo a sustentabilidade.

Com a instalação dessas telhas solares em uma área de 45m², a geração de energia alcançaria cerca de 3kw e supriria a demanda energética de uma casa, a colocação dessas telhas fotovoltaicas é realizada como de costume, são telhas comuns, como as outras vendidas no mercado, mas com o potencial de gerar energia limpa e sustentável para todos os consumidores.

Painéis solares ultrapassados

Os painéis solares também continuam agradando os consumidores e organizações, mas como as placas são consideradas grandes, pesadas e não atendem os aspectos estéticos dos telhados, o público tem certa rejeição para com este modelo, então as vendas e o deslanche do setor energético está estagnado, não somente pelo valor da instalação dos painéis solares, mas a aparência deste sistema também não está agradando os consumidores.

Empresas fabricantes de Telhas Fotovoltaicas

Duas grandes empresas italianas se uniram para desenvolver as telhas fotovoltaicas, a Area Industrie Ceramiche e a REM, denominaram o novo produto como Tegola Solare o modelo já conquistou toda a Europa, cidades como Veneza obtém diversas telhas solares em seus telhados, a Espanha e Portugal também começaram a instalação das telhas em algumas cidades, um avanço significativo em prol da sustentabilidade.

Outra gigante do segmento de renováveis a empresa americana SRS Energy, também lançou no mercado uma telha fotovoltaica, a Solé como foi intitulada é feita de um polímero de alta performance, possui uma cor azul escuro, é inquebrável, leve e reciclável. O produto em questão foi desenvolvido para ser compatível apenas com as telhas de cerâmica da fabricante E.U.Tile, uma parceira da empresa SRS Energy.

Já no Brasil para esta novidade ganhar o mercado e atingir os consumidores, o governo necessita diversificar mais a matriz energética no país, promover maiores subsídios para as energias renováveis principalmente no setor solar, atraindo então mais investidores capazes de implementar essas fabricações de telhas fotovoltaicas em território nacional.

Cada avanço no setor energético é importante para gerar mais sustentabilidade e colaborar com as energias renováveis, temos que apostar nessas inovações para contribuir com o nosso meio ambiente.

Fonte: Portal-Energia

O que deve saber sobre o autoconsumo por painéis solares fotovoltaicos

Energia Solar Fotovoltaica
Energia Solar Fotovoltaica

O autoconsumo fotovoltaico está ao dispor de particulares e empresas que pretendam produzir a sua própria energia. Requer a utilização de painéis solares fotovoltaicos para produzir energia e, desta forma, é possível consumir a energia elétrica produzida na sua própria casa ou empresa.

É uma forma de produção de energia limpa e amiga do ambiente, já que apenas passa por aproveitar a energia do sol que entra diariamente pelas nossas janelas. Como o nosso país tem bastantes horas de sol diárias, os painéis solares fotovoltaicos são uma realidade facilmente concretizável.

O autoconsumo fotovoltaico responde às necessidades de quem tem consumos de energia significativos durante o dia.

Em Portugal, o autoconsumo fotovoltaico é regulamentado pelo Decreto-Lei nº 153/2014, de 20 de outubro e as Portaria nº 14/2015 e Portaria nº 15/2015, ambas de 23 de janeiro. Até estas datas, a energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos não podia ser utilizada para benefício próprio.

A energia tinha que ser injetada e vendida à rede, obrigatoriamente. Com esta alteração da legislação, cada consumidor pode agora optar por consumir a energia produzida.

O mercado ajustou-se à legislação e disponibiliza atualmente kits fotovoltaicos para autoconsumo modulares. Os kits de autoconsumo apresentados com potências que variam entre 250W e 1500W (kits compostos por 1 a 6 painéis), adaptam-se às necessidades das famílias e das empresas.

Até estas potências não é necessário efetuar qualquer registo nem pagar taxas. Potências maiores obrigam o consumidor a efetuar registo e a pagar a respetiva taxa.

O autoconsumo fotovoltaico pode ter ou não recurso a baterias.

Dúvidas frequentes sobre autoconsumo fotovoltaico

1. O autoconsumo fotovoltaico compensa efetivamente?

Sim! Reduzir a fatura da eletricidade é possível com o autoconsumo fotovoltaico. Beneficia de um maior controlo sobre os seus consumos podendo ajustá-los e redirecioná-los para as horas de sol. Máquinas de lavar roupa, de lavar loiça, sistema de aquecimento, entre outros, podem ser utilizados nas horas em que o sol está mais forte.

Um kit fotovoltaico constituído apenas por um painel fotovoltaico produz cerca de 375 kWh de energia elétrica, por ano. Tendo em conta o custo atual da energia em Portugal e a sua constante subida (3% ao ano, correspondente à inflação, no melhor dos cenários), o retorno é conseguido durante o quinto ano.

Se o kit tiver mais painéis, o tempo de retorno do investimento feito pode acontecer já durante o quarto ano.

AS TAXAS DE RENTABILIDADE ANUAIS PODEM RONDAR OS 20%.

2. Tenho que pagar alguma taxa?

Sim e não. Depende da potência, como referimos anteriormente. Kits com potências entre 250W e 1500W não exigem registo nem pagamento de taxas. Potências maiores obrigam o consumidor a efetuar registo e a pagar a respetiva taxa.

3. Posso vender o excedente à rede? O que é necessário?

Pode vender o excedente da sua produção à rede. Para tal necessita de instalar um contador de energia de forma a controlar e contabilizar a energia que é injetada na rede.

4. Quais são os preços?

Em primeiro lugar, lembre-se que o kit que escolher deve ser proporcional ao seu consumo para obter o retorno do investimento.

Em segundo lugar, os preços variam. Compare e analise os equipamentos de diferentes marcas e as garantias dos fabricantes e escolha equipamentos licenciados para Portugal.

 

Fonte: Portal-Energia

Informações para a montagem dos sistemas de energia Solar Fotovoltaica

Instalação de painéis de energia solar
Instalação de painéis de energia solar

Podem ser instalados interligados em série ou paralelo, obedecendo à Lei de Ohm, ou seja, quando interligados dois ou mais unidades em paralelo ( pólo positivo com pólo positivo e negativo com negativo) a tensão não se altera, mas a corrente é somada.

Quando interligados em série (une-se o pólo positivo de um painel ao pólo negativo do outro e toma-se o pólo negativo de um e o pólo positivo do outro para a saída) a tensão se multiplica e a corrente permanece inalterada.

Pode-se também conjugar uma instalação com painéis ligados em série e paralelo para atingir valores de tensão e corrente compatíveis com a aplicação desejada.

Quando há a instalação de conjuntos de painéis ou painéis com capacidades diferentes, é imprescindível a instalação de diodos para protecção e equalização da carga.

Escolha locais onde não haja sombreamento e o mais próximos do local de consumo. Os painéis podem ser fixados em telhados, lajes, postes, etc…e preferencialmente utilizando de suportes específicos para isso.

Instalação de Painel Fotovoltaico
Instalação de Painel Fotovoltaico

Sua posição e inclinação no nosso hemisfério deve ser voltado para o Sul e a 25º a 30º. Não é recomendável inclinações abaixo de 15º para não permitir o acumular de sujidade.

O cálculo de inclinação é:

Inclinação = Latitude + (Latitude/3)

A precisão não é rigorosa, portanto pode ser ajustado por aproximação. Cuidados devem ser tomados quanto à fixação, levando-se em conta a acção dos ventos e tempestades.

Para não ocorrer danos tanto ao painel quanto aos equipamentos, recomendamos que os painéis estejam cobertos com lona ou plástico preto durante a instalação.

Sistemas simples com poucos painéis não geram corrente ou tensão suficientes para causar choque à pessoa, porém sistemas maiores e mais complexos devem ser instalados por pessoal habilitado e com utilização de toda a segurança necessária sob risco de choques e danos à saúde.

Controladores de Carga

Recomenda-se a instalação do(s) controlador(es) o mais próximo possível das baterias, para não provocar perda na cablagem e em local à sombra e ventilado.

Os controladores fazem a compensação de carga conforme a temperatura do ambiente e se colocados ao sol podem provocar leituras irreais do sistema.

Cuidado deve ser tomado com a ligação dos pólos negativo e positivo, para não queimar o fusível de protecção. Os painéis e controladores possuem diodos e componentes de protecção ao circuito, todavia os outros equipamentos conectados podem não ter e estarão sujeitos a danos.

Cablagem e Ligações para o sistema solar

Utilize somente cabos de qualidade comprovada e dentro das normas.
Cabos de baixa qualidade ou fora de especificação irá comprometer o rendimento do sistema, provocando perda de energia, aquecimento e mau contacto.

Para os sistemas autónomos e para uma dada potência, uma tensão baixa implica correntes elevadas que irão produzir perdas de Joule na cablagem (para um aparelho de 100W a 12 V, tem-se uma corrente de cerca de 8 A). A secção dos cabos deverá ser escolhida criteriosamente por forma a limitar estas perdas.

Para sistemas de maior potência, deverá escolher-se 24 ou 48 V, de forma a trabalhar com valores de corrente não muito elevados.

A tabela seguinte apresenta o valor das tensões em função da potência, recomendados para sistemas fotovoltaicos.

Potência Vs Tensão do sistema fotovoltaico

0-500 W c – 12VDC
500-2 kW c – 24 VDC
2-10 kW c – 48 VDC
> 10 kW c – 48 VDC

 

Fonte: Portal-Energia

IKEA inaugura maior projeto nacional de painéis solares fotovoltaicos em cobertura para autoconsumo

Painel Solar Fotovoltaico
Painel Solar Fotovoltaico
A IKEA, em conjunto com o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, inaugurou na loja IKEA Alfragide aquela que é a maior instalação de painéis solares em Portugal, em cobertura, para autoconsumo privado.
O projeto implicou um investimento inicial de quatro milhões de euros na instalação de dez mil painéis fotovoltaicos na cobertura das suas lojas em Alfragide, Loures e Matosinhos.
«Este projeto representa o compromisso e o empenho da IKEA Portugal em contribuir, de forma decisiva, para a promoção das energias renováveis e no combate às alterações climáticas, um dos maiores flagelos globais hoje em dia. O que nos inspira e motiva é criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas e isso começa, inevitavelmente, em nossa casa. Por isso, quisemos dar o exemplo e investir em energia renovável para que possamos atingir rapidamente o objectivo de sermos autossuficientes a nível energético, poupando recursos e melhorando o ambiente», explicou Cláudia Domingues, diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da IKEA Portugal.
«Em nome do Governo de Portugal gostava de dar os meus sinceros parabéns à IKEA por esta iniciativa, não só pelo que representa por si, mas pelo que significa enquanto etapa de uma estratégia integrada de sustentabilidade. Exemplos como este enquadram-se na perfeição naquilo que são os objetivos do desenvolvimento sustentável e de como as empresas podem e devem contribuir para o alcançar dessas metas. Simultaneamente, espelha de forma muito inteligente como se pode transformar um problema – consumo energético – numa oportunidade de negócio – autossuficiência», defendeu João Matos Fernandes, ministro do Ambiente.
«A aposta em energias renováveis é sempre de louvar. Não só por permitir diminuir a nossa dependência de fontes energéticas mais poluentes, como gera ganhos consideráveis do ponto de vista financeiro. Um projeto desta dimensão, com a ambição que tem inerente, é um exemplo claro do que defendemos para a estratégia energética nacional», afirmou Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia.
Esta operação, integrada na estratégia de sustentabilidade «Pessoas Positivas, Planeta Positivo», vai permitir que praticamente toda a energia produzida (98%) seja utilizada pelas lojas IKEA, o que corresponde a 26% do seu consumo energético, evitando emissões anuais de 1.250 toneladas de CO2, o equivalente à energia eléctrica fornecida a 1.162 habitações.

Ônibus abastecido por energia solar roda mais de 10 mil km em Florianópolis

Projeto foi desenvolvido Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC em parceria com a fabricante de São Bernardo do Campo, Eletra, responsável também pelo projeto de integração dos equipamentos. 

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Circulando desde o dia 20 de dezembro 2016, o primeiro ônibus 100% elétrico movido a energia solar superou, em abril, a marca de 10 mil quilômetros.

O veículo começou a operar em Santa Catarina no trajeto de 25,3 quilômetros entre dois campus da UFSC, no Sapiens Parque, em Canasvieiras, no norte da ilha, e o Campus Central. O veículo realiza diariamente cinco viagens e é totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do laboratório Fotovoltaica UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.

O projeto foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC em parceria com a fabricante de São Bernardo do Campo, Eletra, responsável também pelo projeto de integração dos equipamentos. O ônibus tem carroceria Marcopolo Torino Low Entry, os motores elétricos são da WEG e o chassi é um Mercedes-Benz O-500U Elétrico.

O ônibus envolve o conceito de “deslocamento produtivo”, em que a geração de energia elétrica é realizada por intermédio de módulos solares fotovoltaicos integrados.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação -MCTI financiou a iniciativa que custou cerca de R$ 1 milhão.

DIFERENCIAIS:

Os grandes diferenciais do ônibus elétrico estão na alimentação por energia fotovoltaica e no sistema de tração Eletra. Com potência de 200/400 kW e autonomia de até 200 quilômetros, ele faz quatro recargas de seis minutos.

O projeto de integração e tecnologia possui baterias de tração tipo Ions de Lítio – energia de 128kWh com oito “Packs” e tempo de recarga de 2,5h com carregador lento e apenas 30 minutos com carregador rápido.

A eletricidade gerada no laboratório pelos sistemas fotovoltaicos instalados atende não só ao consumo das recargas do ônibus, como abastece os prédios da instalação, o que consome cerca de 80% da eletricidade gerada.

A energia que restante, cerca de 20%, é consumida no campus central da UFSC.

APP:

Um aplicativo ainda em fase de desenvolvimento vai permitir à comunidade acadêmica da UFSC reservar assentos no ônibus por meio do telefone celular. O modelo é semelhante ao check-in para um voo comercial.

Após o lançamento do aplicativo, o serviço será oferecido com horários regulares a todos os estudantes, docentes e técnico-administrativos em Educação da Universidade.

Fonte: Diário do Transporte