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O sucessor elétrico da Kombi estará pronto para venda em 2022

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A Kombi é um dos modelos mais icônicos do mundo dos automóveis. Agora, a Volkswagen confirmou que vai criar uma versão elétrica e moderna desse carro tão amado, nomeada I.D. Buzz.

E não estamos falando de um veículo-conceito destinado a desaparecer na névoa do tempo: a fabricante de automóveis anunciou uma data de venda da I.D. Buzz, embora ainda tenhamos que esperar um bom tempo para poder comprá-la, uma vez que só estará disponível em 2022.

Atrativos

A nova “Kombi elétrica” terá cerca de 430 quilômetros de alcance com uma carga de bateria.


A Volkswagen também disse que conseguiria obter cerca de 369 cavalos de potência em seu sistema de motor de tração nas quatro rodas, o que está muito longe dos 25 cavalos originais do modelo.

Mas a graça do carro não será sua velocidade, e sim seus recursos interiores configuráveis.

O assento do motorista pode girar em 360°, permitindo reuniões e partidas de baralho familiares, e as configurações dos assentos traseiros incluem a capacidade de criar um espaço no meio para alongamento, por exemplo. Outro detalhe interessante é que o teto amplo de vidro, aliado aos bancos reclináveis, favorecem a observação de estrelas com conforto.

Ou seja, a nova Kombi elétrica vai ser uma escolha ideal para viagens de carro. [TechCrunch]

‘Oportunidade única em quase cem anos’: como a Nasa se prepara para o eclipse total do Sol

como a Nasa se prepara para o eclipse total do SolEclipse solar será transmitido ao vivo por agência espacial americana


“Vai ser a primeira vez na história da humanidade que teremos tecnologia para observar um eclipse de tantos ângulos.”

A empolgação de Adriana Ocampo, cientista planetária da Nasa (a agência espacial americana), é compartilhada por milhares de pessoas que aguardam, com a mesma expectativa, um fenômeno astronômico de extrema importância: o grande eclipse solar que acontecerá nos Estados Unidos no dia 21 de agosto.

Nessa data, a Lua se interporá entre a Terra e o Sol, tapando-o por completo e criando uma oportunidade única.

Não será apenas a primeira vez em 99 anos que um eclipse solar total cobrirá o território dos Estados Unidos por completo, desde o Pacífico até o Atlântico. A Nasa também vai transmitir, de forma inédita, o evento ao vivo para todo o mundo.

“Vamos usar 11 satélites que estão orbitando em nosso planeta, três deles da Nasa e o resto de outras agências espaciais”, explica Ocampo à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“O eclipse poderá ser observado de diferentes ângulos, inclusive desde a Estação Espacial Internacional. Também vamos reorientar uma nave espacial que orbita a Lua para observá-lo da perspectiva da órbita lunar”, acrescenta.

O fenômeno também será captado por telescópios em terra e por outro acoplado a um Boeing 747 que pertence à Nasa.

“Além disso, 50 balões meteorológicos vão carregar instrumentos que registram não apenas a faixa de luz visível, mas as diferentes faixas do espectro que nos fornecem informações sobre a atmosfera do Sol”, diz a cientista.

EXPERIÊNCIA COMPLETA

O eclipse poderá ser visto de qualquer localidade da América do Norte, mas aqueles que estiverem em uma estreita faixa de cerca de 113 km de largura chamada “Caminho para a Totalidade” vão ver um espetáculo mais grandioso.

Nasa
Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa
Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa

Nesse trecho, que percorre 14 Estados americanos, o céu se escurecerá por completo, a temperatura vai cair e será possível contemplar tanto as estrelas quanto a atmosfera do Sol, conhecida como corona, que é normalmente imperceptível da Terra.

A transmissão ao vivo da Nasa poderá ser vista a partir do site da agência espacial.

2 MINUTOS E 40 SEGUNDOS

Além da América do Norte, o eclipse parcial poderá ser observado em localidades ao norte da América do Sul, África e Europa, segundo assinalou a Nasa –isso inclui trechos do Brasil.

O fenômeno vai começar às 10h16 hora local em Lincoln Beach, no Oregon. Durante cerca de uma hora e meia, a imensa sombra vai se mover em direção ao leste, cruzando também os Estados de Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

O eclipse total terminará perto de Charleston, na Carolina do Sul, às 2h48 hora local.

Mas será em Carbondale, no Illinois, que espectadores vão poder observar a maior duração da sombra –ali o Sol estará completamente coberto por 2 minutos e 40 segundos.

Ocampo recomenda a quem estiver nesse trecho de 113 km que acompanhe o evento pela internet.

“Ao nos distanciarmos desse trecho, por exemplo, no México, veremos o eclipse muito parcialmente, já que a Lua não chegará a tapar completamente o Sol”, afirma.

Nasa
Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra
Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra

“Minha recomendação é de que as pessoas acessem o nosso site”, diz.

MISTÉRIOS DO SOL

A Nasa espera que as observações da atmosfera do Sol também ajudem a responder a alguns de seus grandes mistérios.

“Há muitas coisas que ainda desconhecemos”, diz Ocampo.

“O Sol tem um ciclo de manchas solares de 11 anos e realmente não entendemos o que há por trás disso, e por que ocorrem exatamente nessa periodicidade”, afirma.

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Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina
Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina

“Agora, por exemplo, estamos em um período no qual as manchas solares estão diminuindo. Estamos vendo que esses ciclos de atividade de 11 anos também afetam o clima em nosso planeta e outros planetas do Sistema Solar, e queremos entender isso também.”

ÓCULOS DE SOL

A Nasa vem aconselhando ao público tomar precauções para observar o eclipse, como o uso de óculos com filtros especiais. Também não se deve, em nenhuma hipótese, olhar diretamente para o Sol a olho nu ou com câmeras ou binóculos. Isso porque pode haver graves danos à vista.

Além do espetáculo e da ciência, o fenômeno pode ser comovente em outros aspectos, de acordo com Ocampo.

Nasa
Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse
Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse

“O eclipse nos lembra de que somos parte de um Sistema Solar, de que vivemos em um lugar dinâmico em um planeta que gira em torno de uma estrela em constante mudança”, diz.

Segundo a cientista, eventos desse tipo trazem aprendizado, mas também muito mais perguntas.

“E graças a essas observações aprenderemos mais sobre o Universo em que vivemos.”

Aceleração eletrizante

aceleração eletrizanteCarro elétrico é recarregado


Não passa de 2% a parcela dos carros elétricos no comércio mundial de veículos novos. Diante da cifra pouco entusiasmante, pode soar prematura a decisão da França e do Reino Unido de banir em 2040 a venda de automóveis com motores de combustão interna.

Com efeito, há grande incerteza nas previsões sobre a evolução desse ramo industrial. As estimativas de analistas do setor para a frota elétrica daqui a 23 anos oscilam de 100 milhões de unidades —nem 6% do total previsto de 1,8 bilhão de carros— a 266 milhões.

O serviço Bloomberg New Energy Finance projeta que 54% dos veículos novos vendidos em 2040 utilizarão baterias como fonte de energia propulsora e não combustíveis fósseis, como gasolina e diesel.

Há dois fatores por trás da recente excitação com os elétricos. Primeiro, a queda de 73%, desde o ano 2000, no custo das baterias de íons de lítio. Depois, os cortes nas emissões de gases do efeito estufa com que os países se comprometeram no Acordo de Paris.

Some-se a isso o sucesso dos bólidos elétricos da montadora Tesla, apesar dos preços salgados. A empresa dos EUA agora lança seu modelo “popular”, o 3, que será comercializado a US$ 35 mil. Nada menos que 400 mil consumidores pagaram para reservar um.

Existem boas razões, assim, para acreditar na aceleração do mercado para esses veículos inovadores. Além de não poluir a atmosfera nem contribuir diretamente para o aquecimento global, eles têm custo menor de manutenção e já chegam às ruas e estradas com sistemas avançados de autopilotagem.

Tudo indica que a tecnologia baseada em combustão interna se destina ao ferro-velho. A demanda por petróleo também sofrerá, embora a eletricidade para recarregar as baterias continue a ser fornecida, em várias partes, por usinas movidas a combustíveis fósseis.

Contudo, a queda nos preços das baterias (preveem-se outros 50% de redução nos próximos anos) segue ritmo comparável à dos painéis solares, que geram energia sem agravar o efeito estufa. São revoluções tecnológicas convergentes.

Tal cenário já conduziu as grandes montadoras de automóveis a rever seus planos e a se preparar para impedir a Tesla de dominar o mercado. A sueca Volvo, por exemplo, anunciou que em 2019 só produzirá carros elétricos ou híbridos.

Os governos de países como França e Reino Unido vislumbram aí uma ajuda para cumprir suas metas de Paris e dão incentivos fiscais para acelerar a transição. Não o Brasil, ainda carente de política para tal modalidade de veículo.

 

FONTE: Folha de São Paulo

Fundo Darby busca ativos de energia renovável no Brasil

O fundo de private equity montou uma joint venture com a geradora brasileira Servtec e avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos

Energia renovável: no futuro, as empresas pretendem participar de licitações para novas usinas (anyaivanova/Thinkstock)
Energia renovável: no futuro, as empresas pretendem participar de licitações para novas usinas (anyaivanova/Thinkstock)

São Paulo – O fundo norte-americano de private equity Darby, da Franklin Templeton Investments, associou-se à geradora brasileira Servtec para buscar oportunidades em energia renovável no Brasil, principalmente ativos eólicos e solares, disse à Reuters o presidente da Servtec.

As empresas montaram uma joint venture e agora avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos, principalmente devido à incerteza que ainda existe em torno da realização de novos leilões para contratar novas usinas de energia no Brasil em meio à recessão, que impactou a demanda por eletricidade.

“Estamos junto com a Darby buscando oportunidades de investimento em projetos eólicos e solares, pequenas hidrelétricas e biomassa, mas eu diria que com foco maior em eólica e solar… existem alguns projetos já operacionais que são bem atrativos”, disse à Reuters o CEO da Servtec, Pedro Fiuza.

Ele afirmou que as empresas têm olhado tanto ativos de grande porte quanto usinas menores, e que a crise política do Brasil incomoda, mas não irá frear os planos de expansão.

“O momento que o Brasil vem vivendo, a gente tem que ser cauteloso… mas, dito isso, a gente consegue ser bem competitivo… não posso precisar exatamente, mas ao longo dos próximos dois, três anos, vamos estar fazendo investimentos superiores a 1 bilhão de reais”, apontou.

Ele disse que a ideia é unir a capacidade financeira da Darby e seu relacionamento com investidores institucionais internacionais à expertise técnica da Servtec, que já implementou cerca de 850 megawatts em projetos de geração de energia no Brasil.

“A gente tem uma capacidade de ser bem competitivo nas ofertas de compra, de competir com os grandes consolidadores do mercado”, garantiu.

Fiuza disse ainda que Servtec e Darby poderão agregar novos parceiros nas aquisições que forem ser realizadas, que seriam principalmente investidores institucionais, como fundos.

“Já temos uma porção desses investidores mapeados, e conversamos caso a caso, a cada transação, para estruturar… os estrangeiros têm um apetite diferenciado por esse tipo de geração, renovável”, afirmou.

A primeira aquisição da joint venture entre as empresas pode ser anunciada ainda neste ano, segundo Fiuza, que afirmou que há negociações em andamento.

No futuro, as empresas pretendem também participar de licitações do governo para novas usinas de energia.

A Servtec possui cerca de 600 megawatts em projetos eólicos prontos para serem inscritos em leilões e outros 600 megawatts em desenvolvimento.

“Quando o mercado voltar a ficar mais favorável, a gente vai estar participando”, disse.

O mercado de energia renovável no Brasil tem atraído investidores internacionais apesar da crise no país.

Na semana passada, a francesa EDF comprou uma fatia majoritária em uma usina solar no país. Em maio, a gestora britânica Actis anunciou a aquisição de parques eólicos para criar uma nova empresa no Brasil, a EchoEnergia.

 

Fonte: EXAME

Recorde de renováveis ainda não dá conta do desafio climático

Apesar do crescimento, a transição energética não está acontecendo rápido o suficiente para atingir as metas do Acordo de Paris

Poluição saindo de uma fábrica ao fundo de uma turbina eólica. (Christopher Furlong/Getty Images)
Poluição saindo de uma fábrica ao fundo de uma turbina eólica. (Christopher Furlong/Getty Images)

São Paulo – As fontes renováveis estão mudando o tabuleiro energético mundial. O ano de 2016 foi recorde: a capacidade de geração a partir das energias renováveis registrou o maior aumento da história, com 161 gigawatts (GW) instalados, um aumento de 9% em relação a 2015, levando a capacidade global total para aproximadamente 2.017 GW.

A energia solar fotovoltaica contribuiu com cerca de 47% da capacidade adicional no ano passado, seguida pela energia eólica com 34% e pela energia hidroelétrica com 15,5%.

Os dados são da edição 2017 do estudo REN21 Renewable Energy Global Status Report, relatório de referência para o setor lançado neste mês, que fornece o panorama anual mais abrangente da situação desse mercado no mundo.

Segundo o estudo, as emissões globais de CO2 relacionadas com o setor energético provenientes dos combustíveis fósseis e da indústria permaneceram estáveis pelo terceiro ano consecutivo, apesar do crescimento de 3% na economia mundial e da procura crescente por energia.

Os analistas atribuem esse processo principalmente ao declínio do carvão, mas também ao crescimento da capacidade de energia renovável e das melhorias na eficiência energética.

Ritmo insuficiente

Apesar da tendência positiva, a transição energética não está acontecendo rápido o suficiente para atingir as metas do Acordo de Paris e,  com a saída dos Estados Unidos do pacto, as perspectivas para o setor preocupam.

No ano passado, os investimentos em novas instalações de energia renovável caíram 23% face a 2015. A maior baixa foi sentida nos mercados em desenvolvimento e emergentes, onde o investimento em energia renovável caiu 30%, para 116 bilhões de dólares.

Nos países desenvolvidos, o investimento em novas instalações caiu 14% para 125 bilhões de dólares. O investimento continua a ser fortemente focado nas energias eólica e solar fotovoltaica, no entanto, o estudo defende que todas as tecnologias de energia renovável precisam ser utilizadas para manter oaquecimento global abaixo dos 2ºC até o fim do século.

Segundo o relatório, é preciso maior compromisso dos setores de transportes, aquecimento e refrigeração, que ainda dependem, em muito, de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.

Um entrave são os subsídios às fontes poluentes, que continuam a superar dramaticamente os das tecnologias renováveis, ao lado dos subsídios à energia nuclear.

No final de 2016, mais de 50 países comprometeram-se a eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, e algumas reformas ocorreram, mas não o suficiente para dar conta do desafio climático.

 

Fonte: EXAME

Primeiros geradores de energia eólica de SP já estão operando

Os dois geradores estão instalados dentro da área pertencente a Usina Engenheiro Sérgio Motta, conhecida também como Porto Primavera

Torres de Energia Eólica
Torres de Energia Eólica

Os dois primeiros geradores de energia eólica do estado de São Paulo foram colocados em operação no dia 09 de Junho no município de Rosana (SP), região de Presidente Prudente (distante 58 quilômetros da capital paulista).

Eles estão instalados dentro da área pertencente a Usina Engenheiro Sérgio Motta, conhecida também como Porto Primavera.

Em um primeiro momento, serão feitos testes elétricos e mecânicos, que devem durar cerca de 20 dias.

Quando em funcionamento, os equipamentos vão produzir aproximadamente 620 megawatts-hora (MWh) por ano, energia que será utilizada no consumo interno da usina Porto Primavera.

“A implantação de centrais fotovoltaicas e eólicas junto a usinas hidrelétricas existentes apresenta vantagens devido ao espaço físico e infraestrutura de transmissão no local, o que pode propiciar uma redução significativa no custo da energia gerada”, disse o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior.

Os geradores eólicos fazem parte de um programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pretende estudar a complementaridade energética das fontes solar, eólica e hidráulica.

As torres, que têm 30 metros de altura e pás de 10 metros de comprimento, foram desenvolvidas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com o apoio da Secretaria Estadual de Energia e Mineração.

O projeto de uso complementar das energias solar e eólica à energia hidrelétrica tem sua conclusão prevista para agosto de 2018 a um custo estimado de R$ 31 milhões.

Também na área de Porto Primavera, desde o final de 2016, já está em operação a primeira usina fotovoltaica do Brasil a utilizar a tecnologia de placas flexíveis e rígidas em sistema flutuante.

 

Fonte: EXAME

 

Carvão perde trono com incentivo da China a energia mais limpa

O maior consumidor de energia do mundo caminha rumo ao fim de uma era depois de queimar a menor quantidade de carvão em seis anos

China reduz o consumo de carvão nos últimos 6 anos
China reduz o consumo de carvão nos últimos 6 anos

Londres – O domínio da China nos mercados de energia — há tempos motor do aumento do consumo de combustível fóssil e da crescente poluição por carbono — agora está levando o planeta a uma direção mais limpa.

O maior consumidor de energia do mundo caminha rumo ao fim de uma era depois de queimar a menor quantidade de carvão em seis anos, de se tornar o produtor número um de energias renováveis e até de reduzir as emissões de gases causadores do aquecimento climático, segundo dados da BP.

“A China é muito importante para o mercado de energia”, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS Group. “Há um objetivo de se afastar do consumo de carvão e optar por fontes de energia mais limpas.”

A China desenvolveu um apetite voraz por energia desde a virada do século porque sua economia em expansão queimava grandes quantidades de combustíveis fósseis para manter as fábricas funcionando e os carros rodando.

Nesse processo o país ajudou a aumentar os preços do petróleo, do gás natural e do carvão e também se tornou o maior emissor de dióxido de carbono, gás causador do efeito estufa.

Cerca de uma em cada cinco pessoas mora na China e devido à sua classe média crescente o país está usando mais energia do que nunca, mas os padrões de consumo estão mudando.

O dinheiro está sendo investido em energia mais limpa e o carvão é desencorajado na luta para melhorar a qualidade do ar em algumas das cidades mais poluídas do mundo.

A economia do gigante asiático também está avançando em direção aos serviços, que são menos intensivos em energia do que a fabricação pesada.

Os números são impressionantes. A China ainda respondia por cerca de metade do carvão queimado no mundo no ano passado, mas o consumo do combustível caiu 1,6 por cento, segundo o relatório anual Statistical Review of World Energy da BP.

O resultado contrasta com a expansão média anual de 3,7 por cento nos 11 anos anteriores. As mudanças na política governamental resultaram em uma queda de 7,9 por cento na produção do combustível, contra um ganho médio de 3,9 por cento na década anterior.

Ao mesmo tempo, o país dominou as energias renováveis, respondendo por 40 por cento do crescimento global e superando os EUA como maior produtor de energia limpa, mostram dados da BP.

A capacidade solar instalada do país cresceu 79 por cento no ano passado, para 78 gigawatts, e a eólica se expandiu em 15 por cento, para 149 gigawatts.

“A fome chinesa por energia está sendo temperada por decisões em direção a uma via de crescimento mais sustentável e a uma rápida expansão das energias renováveis”, disse Jonathan Marshall, analista da Energy and Climate Intelligence Unit, com sede em Londres, por e-mail. Essas tendências geram “mais problemas para o carvão nos próximos anos”.

Devido ao crescimento industrial mais lento, o consumo de combustíveis destilados médios pela China, categoria que inclui o diesel, caiu no ano passado pela primeira vez em pelo menos uma década, mostram dados da BP.

Fonte: EXAME

7 tendências globais em energia renovável para ficar de olho

Queda nos custos de eólica e solar pavimentam caminho para um futuro de geração mais limpa, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance

Painéis Fotovoltaicos são tendência para o futuro
Painéis Fotovoltaicos são tendência para o futuro’

São Paulo – As energias renováveis deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração até 2040. É o que prevê a edição 2017 do relatório New Energy Outlook (NEO), produzido anualmente pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Apesar da altas cifras, o estudo calcula que seria preciso investir muito mais em tecnologias verdes para reduzir as emissões de gases efeito estufa na atmosfera e evitar mudanças climáticas perigosas na Terra. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o Planeta na trajetória segura.

Ainda assim, muitas tendências prometem sacudir o tabuleiro energético mundial nos próximos anos, segundo o estudo da BNEF.

Boom da energia solar e eólica

Segundo o relatório, as fontes eólica e solar representarão 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os 5% atuais. Mais US$ 7,4 trilhões deverão ser investidos em novas usinas de energia renovável, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo. A energia solar levará US$ 2,8 trilhões e a eólica receberá US$ 3,3 trilhões.

Painéis fotovoltaicos ganharão mais mercado

O custo da energia solar de painéis fotovoltaicos, que hoje é um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje, pelos cálculos da Bnef. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia.

Os custos de energia eólica cairão rapidamente

Os custos da energia eólica em alto mar (offshore) cairão impressionantes 71% até 2040, puxados pela competição, risco reduzido e economia de escala resultantes de projetos e turbinas cada vez maiores. O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, graças a turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

Baterias e sistemas de armazenamento serão essenciais

Os analistas da Bnef estimam que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará investimentos de pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040. As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico. As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040.

Veículos elétricos aumentarão demanda por novas fontes

De acordo com a Bnef, os carros elétricos aumentarão a demanda por novas fontes de energia para equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da demanda por eletricidade até 2040. E mais: o crescimento desses veículos reduzirá o custo das baterias de íon de lítio, provocando uma queda de 73% até 2030.

Geração de energia com carvão colapsará na Europa e nos EUA

A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e maior uso de gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040. Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. A Globalmente, a demanda por carvão para geração de energia deve diminuir 15% entre 2016 e 2040, segundo a Bnef.

Emissões do setor de energia atingirão pico em 2026

As emissões de CO2 pelo setor energético aumentarão em um décimo antes de atingir o pico dentro de 10 anos. Apesar disso, até 2040, as emissões terão caído apenas 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar um aumento da temperatura global acima de 2°C até o final do século. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o planeta na trajetória segura.

 

Fonte: EXAME

Governo do Piauí discute com instituições a criação de Núcleo de Energia Solar

Painel Solar Fotovoltaico
Painel Solar Fotovoltaico

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí (Fapepi) iniciaram conversa sobre a elaboração de projetos voltados ao desenvolvimento de energia solar no Piauí. O primeiro contato formal entre as partes para tratar do assunto na última semana, em reunião realizada na Reitoria da Uespi (Campus Torquato Neto), onde estiveram presentes o reitor da instituição, Nouga Cardoso; a vice-reitora da IES, Bárbara Melo; e o diretor científico da Fapepi e representante do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Energia Solar do Piauí (Gipes), Albemerc Moura.

Atendendo solicitação do governador Wellington Dias, as instituições passarão a trabalhar em conjunto durante produção e execução de projetos de pesquisa e extensão visando colaborar com o atual cenário de consolidação do uso da energia solar, assim como de outras energias renováveis no estado do Piauí. A capacitação de alunos para atuação no campo da energia solar, e posteriormente em energia eólicas e outras, também é um dos objetivos.

“A minha missão é colaborar com a criação de um grupo na Uespi, com o apoio do Gipes para desenvolvermos uma ação institucional visando não só o desenvolvimento de pesquisa e extensão na área de solar, mas também de outras energias renováveis. Dentro desse programa, apresentaremos uma proposta de uso de energia solar na Uespi, primeiramente no Campus Torquato Neto, para a redução nos custos com energia elétrica do prédio e de formação de mão de obra para essas áreas”, disse Albemerc.

Nouga destacou que será criada uma comissão de professores de diversas áreas que começará a estudar e definir propostas de ações que possam vir a colaborar com o projeto. “Para essa parceira, vamos pensar em formatar também um edital que contemple professores de diversas áreas. Assim, trabalhamos dentro de uma política multidisciplinar, que fomentem pesquisas de diversos aspectos para o desenvolvimento de energias renováveis no estado do Piauí”, afirmou o reitor.

Os próximos passos serão dados no sentido de agilizar o texto dos projetos e a discussão sobre o levantamento de recursos junto ao Governo do Estado e empresas privadas.

Fonte: Ambiente e Energia

Telhas solares fotovoltaicas uma aposta no futuro

Telhas Solares Fotovoltaicas
Telhas Solares Fotovoltaicas

Em tempos que a energia elétrica é medida a base de ouro, novos conceitos são implementados e desenvolvidos para suprir a demanda deste recurso elétrico. Muitas empresas e consumidores já estão atentos às principais inovações tecnológicas do setor energético para possivelmente instalar estas novidades em seus lares e organizações.

Além dos avanços e expansão de painéis solares em sistemas fotovoltaicos e térmicos, a geração de energias limpas e inesgotáveis ganhou mais um aliado na eficiência de sustentabilidade do processo de renováveis, as telhas solares geram energia e ainda agradam os consumidores que prezam pelo estilo arquitetônico de suas casas ou empresas.

No ano de 2009 apresentámos uma notícia do projeto “Solar Tiles” da Universidade do Minho e da universidade Nova de Lisboa que na altura foi considerado como um dos mais inovadores projetos na área da energia solar a nível mundial, no qual se explorava a hipótese do aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas.

Hoje em dia as telhas solares fotovoltaicas são já uma realidade que suscitam cada vez mais o interesse dos consumidores particulares que solicitam informações sobre esta e ainda nova tecnologia.

As telhas fotovoltaicas poderão ser mesmo o futuro com a possibilidade de tornar independentes da rede elétrica os proprietários de moradias, que conseguirão produzir eletricidade através do aproveitamento da energia solar fotovoltaica de forma fácil, sendo que muitas vezes esta tecnologia de telhas fotovoltaicas poderá já vir pré instalada no momento de aquisição de uma nova casa.

O que são as Telhas Fotovoltaicas

Uma aposta interessante são as telhas sustentáveis ou telhas fotovoltaicas, parecidas com os modelos convencionais, as telhas integram mini painéis solares embutidos em seu interior, á diversas formas e modelos hoje em dia no mercado, a maioria delas é feita de cerâmica e possuí 4 células fotovoltaicas, a instalação acontece embaixo do telhado até o conversor, uma inovação do setor energético que está ganhando destaque internacional e promovendo a sustentabilidade.

Com a instalação dessas telhas solares em uma área de 45m², a geração de energia alcançaria cerca de 3kw e supriria a demanda energética de uma casa, a colocação dessas telhas fotovoltaicas é realizada como de costume, são telhas comuns, como as outras vendidas no mercado, mas com o potencial de gerar energia limpa e sustentável para todos os consumidores.

Painéis solares ultrapassados

Os painéis solares também continuam agradando os consumidores e organizações, mas como as placas são consideradas grandes, pesadas e não atendem os aspectos estéticos dos telhados, o público tem certa rejeição para com este modelo, então as vendas e o deslanche do setor energético está estagnado, não somente pelo valor da instalação dos painéis solares, mas a aparência deste sistema também não está agradando os consumidores.

Empresas fabricantes de Telhas Fotovoltaicas

Duas grandes empresas italianas se uniram para desenvolver as telhas fotovoltaicas, a Area Industrie Ceramiche e a REM, denominaram o novo produto como Tegola Solare o modelo já conquistou toda a Europa, cidades como Veneza obtém diversas telhas solares em seus telhados, a Espanha e Portugal também começaram a instalação das telhas em algumas cidades, um avanço significativo em prol da sustentabilidade.

Outra gigante do segmento de renováveis a empresa americana SRS Energy, também lançou no mercado uma telha fotovoltaica, a Solé como foi intitulada é feita de um polímero de alta performance, possui uma cor azul escuro, é inquebrável, leve e reciclável. O produto em questão foi desenvolvido para ser compatível apenas com as telhas de cerâmica da fabricante E.U.Tile, uma parceira da empresa SRS Energy.

Já no Brasil para esta novidade ganhar o mercado e atingir os consumidores, o governo necessita diversificar mais a matriz energética no país, promover maiores subsídios para as energias renováveis principalmente no setor solar, atraindo então mais investidores capazes de implementar essas fabricações de telhas fotovoltaicas em território nacional.

Cada avanço no setor energético é importante para gerar mais sustentabilidade e colaborar com as energias renováveis, temos que apostar nessas inovações para contribuir com o nosso meio ambiente.

Fonte: Portal-Energia