O sucessor elétrico da Kombi estará pronto para venda em 2022

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A Kombi é um dos modelos mais icônicos do mundo dos automóveis. Agora, a Volkswagen confirmou que vai criar uma versão elétrica e moderna desse carro tão amado, nomeada I.D. Buzz.

E não estamos falando de um veículo-conceito destinado a desaparecer na névoa do tempo: a fabricante de automóveis anunciou uma data de venda da I.D. Buzz, embora ainda tenhamos que esperar um bom tempo para poder comprá-la, uma vez que só estará disponível em 2022.

Atrativos

A nova “Kombi elétrica” terá cerca de 430 quilômetros de alcance com uma carga de bateria.


A Volkswagen também disse que conseguiria obter cerca de 369 cavalos de potência em seu sistema de motor de tração nas quatro rodas, o que está muito longe dos 25 cavalos originais do modelo.

Mas a graça do carro não será sua velocidade, e sim seus recursos interiores configuráveis.

O assento do motorista pode girar em 360°, permitindo reuniões e partidas de baralho familiares, e as configurações dos assentos traseiros incluem a capacidade de criar um espaço no meio para alongamento, por exemplo. Outro detalhe interessante é que o teto amplo de vidro, aliado aos bancos reclináveis, favorecem a observação de estrelas com conforto.

Ou seja, a nova Kombi elétrica vai ser uma escolha ideal para viagens de carro. [TechCrunch]

‘Oportunidade única em quase cem anos’: como a Nasa se prepara para o eclipse total do Sol

como a Nasa se prepara para o eclipse total do SolEclipse solar será transmitido ao vivo por agência espacial americana


“Vai ser a primeira vez na história da humanidade que teremos tecnologia para observar um eclipse de tantos ângulos.”

A empolgação de Adriana Ocampo, cientista planetária da Nasa (a agência espacial americana), é compartilhada por milhares de pessoas que aguardam, com a mesma expectativa, um fenômeno astronômico de extrema importância: o grande eclipse solar que acontecerá nos Estados Unidos no dia 21 de agosto.

Nessa data, a Lua se interporá entre a Terra e o Sol, tapando-o por completo e criando uma oportunidade única.

Não será apenas a primeira vez em 99 anos que um eclipse solar total cobrirá o território dos Estados Unidos por completo, desde o Pacífico até o Atlântico. A Nasa também vai transmitir, de forma inédita, o evento ao vivo para todo o mundo.

“Vamos usar 11 satélites que estão orbitando em nosso planeta, três deles da Nasa e o resto de outras agências espaciais”, explica Ocampo à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“O eclipse poderá ser observado de diferentes ângulos, inclusive desde a Estação Espacial Internacional. Também vamos reorientar uma nave espacial que orbita a Lua para observá-lo da perspectiva da órbita lunar”, acrescenta.

O fenômeno também será captado por telescópios em terra e por outro acoplado a um Boeing 747 que pertence à Nasa.

“Além disso, 50 balões meteorológicos vão carregar instrumentos que registram não apenas a faixa de luz visível, mas as diferentes faixas do espectro que nos fornecem informações sobre a atmosfera do Sol”, diz a cientista.

EXPERIÊNCIA COMPLETA

O eclipse poderá ser visto de qualquer localidade da América do Norte, mas aqueles que estiverem em uma estreita faixa de cerca de 113 km de largura chamada “Caminho para a Totalidade” vão ver um espetáculo mais grandioso.

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Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa
Eclipse parcial poderá ser observado ao norte da América do Sul, África e Europa

Nesse trecho, que percorre 14 Estados americanos, o céu se escurecerá por completo, a temperatura vai cair e será possível contemplar tanto as estrelas quanto a atmosfera do Sol, conhecida como corona, que é normalmente imperceptível da Terra.

A transmissão ao vivo da Nasa poderá ser vista a partir do site da agência espacial.

2 MINUTOS E 40 SEGUNDOS

Além da América do Norte, o eclipse parcial poderá ser observado em localidades ao norte da América do Sul, África e Europa, segundo assinalou a Nasa –isso inclui trechos do Brasil.

O fenômeno vai começar às 10h16 hora local em Lincoln Beach, no Oregon. Durante cerca de uma hora e meia, a imensa sombra vai se mover em direção ao leste, cruzando também os Estados de Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

O eclipse total terminará perto de Charleston, na Carolina do Sul, às 2h48 hora local.

Mas será em Carbondale, no Illinois, que espectadores vão poder observar a maior duração da sombra –ali o Sol estará completamente coberto por 2 minutos e 40 segundos.

Ocampo recomenda a quem estiver nesse trecho de 113 km que acompanhe o evento pela internet.

“Ao nos distanciarmos desse trecho, por exemplo, no México, veremos o eclipse muito parcialmente, já que a Lua não chegará a tapar completamente o Sol”, afirma.

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Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra
Em Carbondale, no Estado de Illinois, espectadores vão poder observar maior duração da sombra

“Minha recomendação é de que as pessoas acessem o nosso site”, diz.

MISTÉRIOS DO SOL

A Nasa espera que as observações da atmosfera do Sol também ajudem a responder a alguns de seus grandes mistérios.

“Há muitas coisas que ainda desconhecemos”, diz Ocampo.

“O Sol tem um ciclo de manchas solares de 11 anos e realmente não entendemos o que há por trás disso, e por que ocorrem exatamente nessa periodicidade”, afirma.

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Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina
Cientista da Nasa, Adriana Ocampo, nasceu na Colômbia e cresceu na Argentina

“Agora, por exemplo, estamos em um período no qual as manchas solares estão diminuindo. Estamos vendo que esses ciclos de atividade de 11 anos também afetam o clima em nosso planeta e outros planetas do Sistema Solar, e queremos entender isso também.”

ÓCULOS DE SOL

A Nasa vem aconselhando ao público tomar precauções para observar o eclipse, como o uso de óculos com filtros especiais. Também não se deve, em nenhuma hipótese, olhar diretamente para o Sol a olho nu ou com câmeras ou binóculos. Isso porque pode haver graves danos à vista.

Além do espetáculo e da ciência, o fenômeno pode ser comovente em outros aspectos, de acordo com Ocampo.

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Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse
Nasa pediu que público tome precauções para observar o eclipse

“O eclipse nos lembra de que somos parte de um Sistema Solar, de que vivemos em um lugar dinâmico em um planeta que gira em torno de uma estrela em constante mudança”, diz.

Segundo a cientista, eventos desse tipo trazem aprendizado, mas também muito mais perguntas.

“E graças a essas observações aprenderemos mais sobre o Universo em que vivemos.”

Aceleração eletrizante

aceleração eletrizanteCarro elétrico é recarregado


Não passa de 2% a parcela dos carros elétricos no comércio mundial de veículos novos. Diante da cifra pouco entusiasmante, pode soar prematura a decisão da França e do Reino Unido de banir em 2040 a venda de automóveis com motores de combustão interna.

Com efeito, há grande incerteza nas previsões sobre a evolução desse ramo industrial. As estimativas de analistas do setor para a frota elétrica daqui a 23 anos oscilam de 100 milhões de unidades —nem 6% do total previsto de 1,8 bilhão de carros— a 266 milhões.

O serviço Bloomberg New Energy Finance projeta que 54% dos veículos novos vendidos em 2040 utilizarão baterias como fonte de energia propulsora e não combustíveis fósseis, como gasolina e diesel.

Há dois fatores por trás da recente excitação com os elétricos. Primeiro, a queda de 73%, desde o ano 2000, no custo das baterias de íons de lítio. Depois, os cortes nas emissões de gases do efeito estufa com que os países se comprometeram no Acordo de Paris.

Some-se a isso o sucesso dos bólidos elétricos da montadora Tesla, apesar dos preços salgados. A empresa dos EUA agora lança seu modelo “popular”, o 3, que será comercializado a US$ 35 mil. Nada menos que 400 mil consumidores pagaram para reservar um.

Existem boas razões, assim, para acreditar na aceleração do mercado para esses veículos inovadores. Além de não poluir a atmosfera nem contribuir diretamente para o aquecimento global, eles têm custo menor de manutenção e já chegam às ruas e estradas com sistemas avançados de autopilotagem.

Tudo indica que a tecnologia baseada em combustão interna se destina ao ferro-velho. A demanda por petróleo também sofrerá, embora a eletricidade para recarregar as baterias continue a ser fornecida, em várias partes, por usinas movidas a combustíveis fósseis.

Contudo, a queda nos preços das baterias (preveem-se outros 50% de redução nos próximos anos) segue ritmo comparável à dos painéis solares, que geram energia sem agravar o efeito estufa. São revoluções tecnológicas convergentes.

Tal cenário já conduziu as grandes montadoras de automóveis a rever seus planos e a se preparar para impedir a Tesla de dominar o mercado. A sueca Volvo, por exemplo, anunciou que em 2019 só produzirá carros elétricos ou híbridos.

Os governos de países como França e Reino Unido vislumbram aí uma ajuda para cumprir suas metas de Paris e dão incentivos fiscais para acelerar a transição. Não o Brasil, ainda carente de política para tal modalidade de veículo.

 

FONTE: Folha de São Paulo